O Primeiro Comando da Capital (PCC) tentou reproduzir no Distrito Federal uma estrutura semelhante à mantida pela facção em São Paulo, mas teve os planos interrompidos por equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) durante operação nesta quinta-feira (8/10). Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), um grupo de WhatsApp com cerca de 80 integrantes funcionava como uma espécie de núcleo da organização na capital e reunia pessoas com diferentes funções dentro da facção.
Batizado de “Faculdade de Brasília”, o grupo era usado para tentar esconder a relação com o PCC. Segundo o delegado-chefe adjunto, Jorge Teixeira de Lima, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) e delegada Agatha Natasha Santos, responsáveis pela investigação, todas as vezes que o grupo tenta se instalar em Brasília, a polícia impede a ação criminosa.
“Existem as divisões de função no grupo. Geral do livro; Geral do paiol, que é quem, em tese, cuidaria das armas; Geral das trancas e o Geral da fora do ar. Eles têm, mais ou menos um organograma de uma empresa. E tudo isso vem de um modelo de São Paulo”, afirmou Jorge Teixeira.
Ordens de São Paulo
A polícia identificou ainda a existência de uma espécie de responsável geral pelo estado, que coordenava pessoas interessadas em ingressar na facção no Distrito Federal, esses criminosos são intitulados de “Geral do Estado”.
“Os integrantes com esse cargo geralmente não ficam aqui no DF.
