Se você perdeu os anúncios do Prêmio Nobel ao longo desta semana, Pesquisa FAPESP traz a seguir o essencial sobre os laureados nas áreas de Fisiologia ou Medicina, Física, Química e Literatura em 2026.
Medicina: luz para neurônios
O Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina (esse é o nome oficial da láurea) destaca neste ano uma complexa combinação de microbiologia, genômica e neurociência que tem ajudado a compreender como o cérebro funciona a partir de suas células individuais. Trata-se da abordagem conhecida como optogenética, na qual pulsos de luz são capazes de ativar neurônios com precisão. O processo ainda não deu origem a novas terapias, embora um possível uso no tratamento de problemas como deficiências visuais e auditivas já esteja na mesa.
Entre o trio de ganhadores da área em 2026, o primeiro passo na área foi dado pelo biofísico alemão Peter Hegemann, hoje com 71 anos e professor da Universidade Humboldt de Berlim.
Ele estudava as algas microscópicas do gênero Chlamydomonas, que têm sensibilidade à luz por conta da presença de uma proteína especializada, que fica num pontinho alaranjado na superfície de suas células. O pesquisador alemão verificou que, em apenas meio milissegundo, o pontinho alaranjado era capaz de produzir um impulso elétrico, o qual estimulava o nado das algas unicelulares rumo à fonte de luz.
