A Justiça dos Estados Unidos apresentou nesta quinta-feira (08) uma nova acusação criminal contra Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por suposta participação em uma conspiração para torturar opositores políticos e cidadãos americanos mantidos em prisões da Venezuela.
A atualização da denúncia foi apresentada à Justiça Federal de Manhattan, em Nova York, e amplia as acusações que já pesavam contra o casal, anteriormente denunciado por crimes relacionados ao narcotráfico.
Segundo os promotores federais americanos, Maduro e Flores teriam participado de um esquema de repressão política que incluía detenções arbitrárias, violência física e tortura de pessoas consideradas adversárias do governo venezuelano.
O documento descreve métodos de tortura como choques elétricos, espancamentos, asfixia e ameaças contra familiares dos detidos. Entre as vítimas mencionadas estão cidadãos dos Estados Unidos que permaneceram presos durante o governo Maduro.
A investigação também aponta a atuação da Direção-Geral de Contrainteligência Militar da Venezuela (DGCIM), órgão de inteligência militar associado às operações de repressão descritas na acusação.
Nicolás Maduro, de 63 anos, e Cilia Flores, de 69, foram capturados por militares americanos em Caracas, em 3 de janeiro de 2026, durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano.
