A tramitação da PEC do Fim da Escala 6x1 abriu uma disputa entre governo e oposição no Senado. Enquanto a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta encurtar os prazos regimentais para aprovar a proposta antes do segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, parlamentares oposicionistas articulam o esvaziamento do plenário para impedir uma votação acelerada.
Parlamentares de oposição sustentam que a mudança na jornada de trabalho exige uma discussão mais aprofundada com os setores da economia e acusa o Planalto de tentar transformar a medida em um trunfo eleitoral na campanha de reeleição do petista contra Flávio Bolsonaro (PL).
Nesta quinta-feira, 8, o plenário do Senado realiza a terceira das cinco sessões de discussão previstas antes da votação em primeiro turno da PEC 221/2019. A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e assegura dois dias de descanso remunerado por semana.
Governo busca encurtar prazos
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), começou a recolher assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial. A iniciativa permitiria antecipar etapas da tramitação, inclusive mediante quebra de interstício (dispensa do intervalo mínimo exigido pelo regimento entre determinadas fases de discussão e votação). A senadora busca apoio das lideranças para apresentar um calendário especial.
A intenção da base governista é concluir a votação ainda durante a campanha presidencial.
