A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revisou e elevou, mais uma vez, as projeções de vendas e de produção de veículos para 2026. As exportações, por outro lado, tiveram uma nova revisão negativa. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (7), em seu último relatório.
A expectativa da entidade é que o Brasil feche o ano com 3,1 milhões de autoveículos emplacados, patamar que não é alcançado desde 2014. Se confirmada, a marca representará crescimento de 15,2% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano.
O avanço é puxado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, para os quais a projeção de crescimento passou a ser de 16,4%. Já os veículos pesados, que incluem caminhões e ônibus, devem encerrar o ano com retração de 6,5%.
A projeção de crescimento da produção subiu de 3,7% para 5,8% em julho, e agora para 6,7% sobre 2025. Isso significa um volume superior a 2,8 milhões de autoveículos, o melhor resultado desde 2019.
Setembro teve a melhor produção para o mês desde 2014, com 268,3 mil unidades. Assim, o ano já acumula alta de 8,7% sobre os primeiros nove meses de
2025. Porém, do aumento de 173 mil unidades na comparação com o ano anterior, apenas 50 mil vieram de produção local plena. As outras 123 mil foram de montagem em regime CKD e SKD (veículos total ou parcialmente desmontados), volume maior que o de 60% das fábricas de veículos leves instaladas no país.
