Quem usa as redes sociais com frequência provavelmente já se deparou com o termo “FOMO“. A gíria, abreviação de “fear of missing out” (“medo de ficar de fora”, em português), resume o sentimento de ansiedade e preocupação de estar perdendo um evento importante, seguido por um comportamento compulsivo para manter conexões.
Segundo um estudo publicado na National Library of Medicine, esse termo foi usado pela primeira vez em 2004, com o objetivo de observar fenômenos que aconteciam em interações na internet. Ele foi introduzido no dicionário de Oxford em 2013 e, desde então, foi adaptado por estudiosos, profissionais da comunicação e internautas para descrever momentos compartilhados nas redes sociais.
Deixar de participar de um show que está sendo amplamente compartilhado nos stories, por exemplo, pode despertar o sentimento de FOMO. Da mesma forma, não visitar um restaurante que viralizou em vídeos no TikTok pode gerar a sensação de estar perdendo uma experiência que “todos” já vivenciaram.
A partir de situações como essas, os pesquisadores definiram a FOMO como uma forma de apego problemático ao que é compartilhado online. Esse fenômeno pode estar associado a diversas experiências e sentimentos negativos, incluindo privação de sono, tensão emocional, prejuízos ao bem-estar físico, ansiedade e dificuldade de controlar as próprias emoções.
