A OMM (Organização Mundial Meteorológica) divulgou nesta quinta-feira (8) que o planeta pode enfrentar o mais forte El Niño desde 1950. De acordo com o relatório, as águas nunca estiveram tão quentes, e o fenômeno deve durar até fevereiro.
O secretário-geral da OMM, Celeste Saulo, destacou que a probabilidade disso acontecer é de quase 100%, segundo consenso entre treze centros nacionais e internacionais.
“O oceano de onde ele está extraindo calor é o mais quente que já medimos”, afirmou.
O El Niño é um fenômeno climático causado pelo aquecimento anormal das águas do oceano pacífico equatorial.
Ele acontece de forma cíclica, em um intervalo de 2 a 7 anos e de maneira intercalada com períodos neutros e sob o efeito do La Niña, o resfriamento acima da média das águas.
Com o El Niño, o calor excedente das águas é liberado, e as correntes de vento e fluxos e níveis de chuva mudam no mundo todo.
Seus principais efeitos acontecem na América do Sul e Central, segundo a OMM. No Brasil, os mais severos são especialmente chuvas intensas na região Sul e secas prolongadas no Norte e Nordeste.
Aquecimento acima do normal
O relatório da OMM destaca que a temperatura do oceano pacífico na região equatorial saltou de 1,6ªC para 2,5ºC entre junho e agosto de 2026.
Nos meses finais do ano a previsão é que a temperatura chegue ao seu pico com 3,7ºC acima da média. O valor será o mais alto da série histórica.
