O Ministério Público do Trabalho (MPT) aponta jornadas excessivas, dores físicas, pressão por metas e problemas nos intervalos de descanso entre os quase 1,4 mil trabalhadores do centro de logístico da Amazon em Santa Maria (DF). A análise faz parte de uma denúncia do órgão apresentada à Justiça, que determinou, nessa terça-feira (6/10), o impedimento da permanência dos funcionários em pé por turno de até 12 horas.
A ação reúne depoimentos de trabalhadores e ex-funcionários, registros de jornadas e documentos obtidos pelo MPT durante fiscalização realizada em março de 2026. Entre os relatos coletados, alguns funcionários informaram dores constates nos pés, costas e joelhos, além de episódio de mal-estar em razão do das jornadas excessivas.
Outro depoimento revela que as atividades operacionais eram realizadas em pé e de que, fora dos intervalos, só era possível sentar quando a pessoa passava mal. Um ex-empregado chegou a afirmar que trabalhava por seis horas seguidas antes de sair para jantar.
A denúncia também revela que uma ex-funcionária chegou a ter o intervalo suspenso por descumprimento de metas. Segundo relato, a punição era tomada pelo gerente do local e atingia todo o setor que não alcançasse o resultado esperado.
A reportagem procurou a Amazon e não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
