SÃO LUÍS - A campanha do presidente Lula (PT) perde fôlego e será menor para o segundo turno no Maranhão, por dois aspectos muito bem definidos.
Primeiro: o grupo político que integra as principais forças de esquerda no estado está dividido há meses e um dos reflexos disso foi o esvaziamento da candidatura de Felipe Camarão - do próprio PT -, ao Governo do Estado.
Felipe enfrentou resistência de petistas como Zé Inácio, e foi abandonado no meio do caminho por tantos outros. A reta final da campanha do candidato do PT no Maranhão foi constrangedora.
Além de divergências dentro do próprio partido político pela candidatura própria, o atrito se estendeu ao grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB) que, justamente por esse motivo, decidiu lançar Orleans (MDB) para o comando do Executivo.
A crise foi tão grande que o próprio Lula chegou a comentar o imbróglio em entrevista ao grupo Mirante.
E essa história é conhecida por todos que acompanham a política maranhense.
Na prática, não há unidade na ala petista maranhense e dois grupos apoiadores de Lula, derreteram nas urnas.
Segundo ponto: dentre algumas das principais lideranças políticas alinhadas a Lula e que saíram do pleito derrotados, há uma certa frustração com o presidente, que não veio ao Maranhão fazer campanha e cujo a sua ausência é interpretada como fato decisivo para o insucesso nas urnas.
