Um estudo recente publicado na revista científica JAMA International Medicine avaliou a influência do tempo de jejum em testes laboratoriais de rotina. Os resultados demonstraram que a maioria dos exames sofreu alterações mínimas decorrentes do período sem alimentação.
Além disso, constatou-se que o jejum prolongado além de doze horas não proporcionou nenhuma vantagem mensurável para os testes analisados.
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No estudo, os cientistas analisaram dados de 101.148 pacientes adultos atendidos no setor ambulatorial do hospital Ilsan Paik, na região metropolitana de Seul, somando quase 9,8 milhões de resultados de exames de sangue coletados entre fevereiro de 2021 e dezembro de 2023.
No momento de cada coleta, o tempo exato decorrido desde a última refeição era registrado em intervalos de trinta minutos, permitindo dividir os testes em três grupos: menos de 8 horas, entre 8 e 12 horas e mais de 12 horas de jejum.
Além de comparar grupos diferentes de pessoas, o grande diferencial metodológico do trabalho foi analisar os mesmos pacientes em visitas distintas sob diferentes tempos de jejum.
Para determinar se as alterações eram clinicamente importantes, as variações foram comparadas com os limites de erro permitidos pela EFLM (Federação Europeia de Química Clínica e Medicina Laboratorial).
