O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adiou nesta quinta-feira (8) o julgamento que definirá a situação do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado pelo Paraná. Mesmo com a elegibilidade indefinida, o ex-procurador foi eleito senador com 25,14% dos votos.
O caso seria analisado nesta manhã pelo plenário do TSE, mas em razão do avançar das discussões sobre a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio de Janeiro, precisou ser adiado. Não há data para a avaliação.
Na discussão sobre o registro de Dallagnol, os ministros avaliam se o ex-procurador atende ou não os critérios de elegibilidade para o pleito. Se decidirem por negar o registro, os votos recebidos serão anulados e ele não poderá assumir o cargo. Caberá ao tribunal definir como será preenchida a vaga aberta.
A controvérsia sobre a candidatura gira em torno da saída de Dallagnol do Ministério Público Federal, em novembro de 2021. Em 2023, o TSE concluiu que o então procurador pediu exoneração quando enfrentava procedimentos disciplinares que poderiam resultar em punições mais graves.
Para a Corte, a saída teve o objetivo de evitar uma causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O registro foi cassado, e Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal.
