Oito dias após sobreviver a duas injeções letais durante uma execução da pena de morte a que foi condenada no Tennessee, Estados Unidos, Christa Pike consegue ficar de pé e caminhar no hospital onde está internada, segundo informou o advogado Stephen Ferrell à mídia internacional.
A mulher, de 50 anos, foi declarada com morte cerebral na segunda-feira (5), antes de acordar e começar a falar no dia seguinte, “com raiva e confusa”.
Ontem, ela não conseguia mover os braços e estava com pneumonia e um coágulo sanguíneo e, mesmo assim, ainda estava acorrentada à cama do hospital pelos pés e pelo braço direito.
“O que me foi descrito é que, fisicamente, há muita coisa acontecendo, que seus braços estão muito machucados e ela não consegue usá-los muito”, disse Ferrell à BBC. “Ela se levantou e começou a andar pela primeira vez hoje, mas só deu umas voltas pelo quarto, não foi muito longe”, acrescentou.
Apesar de ter recebido duas doses do barbitúrico pentobarbital, o defensor da criminosa disse que contou sete agulhas no braço esquerdo de Pike, “uma das quais parecia estar torta quando foi retirada”.
Durante a execução, Pike teria levantado a cabeça da maca para dizer que seus braços estavam ardendo, enquanto a droga era inserida em seu corpo.
