Ontem, 7 de outubro, foi dia de recordar o cruel ataque do Hamas a Israel, que ceifou 1.200 vidas e sequestrou 251 pessoas. Meu respeito a todos os familiares e à comunidade judaica Um dia antes, 6 de outubro, fui assistir à Naza, documentário dos israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, em que 24 militares e integrantes da inteligência israelense contam sobre suas ações e o uso de inteligência artificial em Gaza. Antecipo: a obra confirma que Netanyahu e seu governo cometem crimes de guerra e contra a humanidade. Não acredita? Assista ao filme, em cartaz em poucos cinemas pelo país
Sentei na cadeira do Cinema Petrobrás conhecendo pouco do doc. Sabia dos soldados, da IA e que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza Achava que seu título associava nazis com Gaza. Errado. Naza é uma derivação do termo militar em hebraico “Nezek Agavi” e significa “danos colaterais”. É assim que os soldados chamam os civis mortos em um bombardeio ou um ataque de drone.
Daqui pra frente é só spoiler. Quantas notícias ou comentários você ouviu criticando o Hamas por usar escudos humanos para proteger suas lideranças dos ataques de Israel? Eu ouvi vários e aceitava como verdade. Segundo os depoimentos dos militares, as mortes de civis não seriam apenas imprevistos. Eram previstas, calculadas e consideradas aceitáveis antes do bombardeio.
