Estudantes franceses voltaram às ruas nesta 5ª feira (8.out.2026) para protestar contra as condições das escolas públicas, em uma mobilização que já dura 3 semanas e se espalhou por diferentes regiões do país. Centenas de escolas tiveram entradas bloqueadas, enquanto manifestações foram realizadas em cidades como Paris, Marselha, Lille, Rennes e Nantes.
Segundo a Reuters, os estudantes reivindicam a contratação e substituição de professores ausentes, melhorias na infraestrutura e redução da superlotação nas salas de aula. A mobilização ganhou força mesmo depois de o governo prometer apresentar medidas para enfrentar os problemas.
A agência informou que, na manhã desta 5ª feira, 224 escolas estavam bloqueadas. Até o início da tarde, no horário local, o número havia caído para 157.
Em Paris, em frente ao liceu Hélène-Boucher, estudantes bloquearam uma via e agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersá-los, segundo relatos da Reuters e da Associated Press.
Alunos denunciam estrutura precária
As queixas incluem salas superlotadas, prédios deteriorados, problemas de infraestrutura e jornadas escolares consideradas excessivas. Em reportagem publicada nesta semana, o The New York Times mostrou a situação do liceu Paul Éluard, em uma região de baixa renda ao norte de Paris. Segundo o jornal, estudantes e professores relataram falta de cadeiras e mesas, instalações provisórias mal isoladas, banheiros em más condições e interrupções frequentes de energia.
