O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou o julgamento que trata do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. O candidato recebeu 25,14% dos votos no último domingo (4/10), mas a validade da eleição ainda está em análise.
A retirada de pauta do caso ocorreu após a Corte Eleitoral decidir pela anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos) em eleição para o governo do Rio de Janeiro.
A análise do caso de Dallagnol ainda não tem nova data marcada. Quando ocorrer, os ministros deliberarão sobre o registro da candidatura do ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF), questionado pela forma como Deltan deixou o órgão antes das eleições de 2022.
O relator do caso é o ministro Floriano de Azevedo Marques, que já se manifestou contra a candidatura. Na véspera das eleições, Floriano indeferiu o registro de Deltan por entender que ele deixou o Ministério Público para evitar uma possível inelegibilidade. A decisão foi suspensa horas depois pelo presidente Kassio Nunes Marques.
Segundo Floriano, Deltan sabia que procedimentos disciplinares em andamento poderiam resultar em demissão ou aposentadoria compulsória quando pediu exoneração do cargo de procurador da República.
