O Simulador de Votação que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza para o eleitor treinar o voto carrega um arquivo público com o aplicativo VOTA, o mesmo programa que conduz a votação na urna eletrônica. Na terça-feira (6), o engenheiro de software Igor Alonge descompilou os arquivos da ferramenta e encontrou, além da tela do eleitor, a lógica do boletim de urna, do registro interno dos votos e do terminal do mesário, funções que a página de treino não usava e não estavam disponíveis ao grande público.
A publicação da descoberta aconteceu na rede social X. O “Simulador de Votação” existe desde 2014 e reside no site da Justiça Eleitoral; e a ferramenta também disponibiliza seu código, assim, pesquisadores conseguem aferir o funcionamento da plataforma de votação. O TecMundo entrou em contato com o TSE para esclarecimentos. A descoberta não expõe fragilidade na urna ou processo eleitoral, mas deixava ambígua a intencionalidade do TSE, se ocorreu publicação ou vazamento, principalmente porque os códigos não eram acessíveis.
“Em 2026 a equipe técnica optou por utilizar a tecnologia WebAssembly. Essa tecnologia permite o uso de software escrito em C++ para integração à plataforma web em navegadores”, explica o TSE. “Com isso, foi possível reutilizar parte do código-fonte do software da urna para a criação do simulador de votação atualmente disponível na internet.
