SÃO LUÍS - Interlocutores ligados à campanha de Lula (PT) no Maranhão avaliam que um contato direto do presidente com lideranças políticas do estado pode ajudar a superar dificuldades de articulação no segundo turno, quando a campanha busca atrair aliados de peso que estiveram em campos adversários na disputa estadual.
À coluna, integrantes do partido disseram que uma ligação do próprio Lula para lideranças próximas a ele poderia ajudar na construção desse palanque. A defesa de uma participação maior do presidente ocorre mesmo com uma possível visita ao Maranhão, ainda em negociação e sem data confirmada. A agenda de Lula é debatida e fechada a cada semana pelo seu entorno de confiança.
Uma das principais dúvidas é sobre o empenho do grupo ligado ao Palácio dos Leões na campanha presidencial neste segundo turno, após Lula apoiar Felipe Camarão (PT), adversário de Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo governo do Maranhão. Camarão e Orleans disputaram o governo em campos opostos, causado pelo rompimento político entre Carlos Brandão e o grupo ligado ao ministro Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Esse desconforto é anterior à oficialização das candidaturas ao Governo. Na pré-campanha, aliados de primeiro escalão do governador já comentavam, reservadamente à esta coluna, a postura de Lula diante da disputa pelo governo.
