O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deve ganhar o Prêmio Nobel da Paz deste ano enquanto trava uma guerra com o Irã, mas sua influência ainda será sentida pelo órgão responsável pela escolha do vencedor, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.
O anúncio está previsto para sexta-feira (9).
O prêmio do ano passado, concedido à venezuelana María Corina Machado, foi único nos 125 anos de história da premiação, em meio a repetidos esforços de Trump para receber o reconhecimento. Semanas depois, Machado entregou sua medalha de ouro a ele, em uma tentativa de obter apoio para seus esforços em favor de uma Venezuela democrática.
Neste ano, o comitê de cinco integrantes estará atento à escolha de alguém capaz de resistir à pressão de Trump, segundo Haakon Gjerloew, diretor interino do PRIO (Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo).
Recado aos EUA?
“Uma preocupação que o comitê pode ter é se conceder o prêmio a alguém poderia colocá-lo sob pressão de Donald Trump”, disse Gjerloew à Reuters.
Isso pode fazer com que o comitê leve mais em consideração o impacto de uma eventual premiação ao papa Leão, ao TPI (Tribunal Penal Internacional), à CIJ (Corte Internacional de Justiça) ou a Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados.
