Os próximos dias reservam um espetáculo incrível para observarmos no céu. Na verdade, dois: as chuvas de meteoros Dracônidas e Táuridas do Sul.
Chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa uma nuvem de detritos deixados por cometas. No caso da Dracônidas, esses fragmentos são provenientes do cometa 21P/Giacobini-Zinner. O nome dessa chuva é relacionado à constelação de Draco (ou Dragão), onde está localizado seu radiante, mais especificamente perto da cabeça do dragão.
Já os meteoros do enxame Táuridas são formados pelos fragmentos do 2P/Encke, o segundo cometa periódico a ser descoberto (o primeiro foi o famoso 1P/Halley). O radiante dessa chuva fica na constelação de Touro (daí seu nome).
Cometas periódicos orbitam de forma regular no Sistema Solar, sem se aproximarem tanto do Sol a ponto de se desintegrarem. Como os detritos são maiores que a média, muitas vezes eles produzem bolas de fogo coloridas quando atravessam a atmosfera da Terra.
Sobre a chuva de meteoros Dracônidas
Dracônidas é uma chuva de curta duração, que todos os anos fica ativa entre 6 e 10 de outubro. De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, a melhor oportunidade de visualização é na sexta-feira (9), quando ocorre o pico de atividade.
Além de breve, o evento também é muito discreto no Hemisfério Sul, já que Draco é uma constelação do norte celeste.
“Ela praticamente não pode ser vista no Brasil.
