*Por Milton Lima
A transformação digital revolucionou a forma como pessoas, empresas e instituições financeiras interagem, ampliando significativamente a oferta de serviços digitais a conveniência e comodidade para seus usuários. Entretanto, essa transformação também proporcionou aos criminosos um ambiente cada vez mais favorável à prática de fraudes e golpes.
Se há alguns anos os ataques concentravam-se predominantemente na exploração de vulnerabilidades técnicas em sistemas computacionais, atualmente observa-se uma mudança significativa de paradigma: o principal alvo passou a ser o comportamento humano. Phishing, spear phishing, engenharia social, SIM swap, spoofing de aplicativos, deepfakes utilizados para extorsão, fraudes via QR Code, golpes por WhatsApp, SMS (smishing), chamadas telefônicas fraudulentas (vishing) e falsos atendimentos bancários representam apenas algumas das técnicas utilizadas para explorar vulnerabilidades cognitivas, emocionais e comportamentais das vítimas.
Ataques como SIM swap, phishing, spoofing de aplicativos e golpes do falso funcionário evidenciam que os criminosos evoluíram de ataques puramente tecnológicos para estratégias centradas na exploração do comportamento humano, conseguindo contornar mecanismos tradicionais de autenticação e acessar contas e serviços financeiros.
