A perda do acesso clandestino à rede Starlink na Ucrânia levou a Rússia a acelerar o projeto de sua própria infraestrutura de internet por satélite. Desenvolvido pela empresa aeroespacial Bureau 1440, o sistema Rassvet (“aurora”) busca ampliar as comunicações militares e apoiar a coordenação de drones no campo de batalha.
A transmissão de dados em alta velocidade se tornou importante para operações militares, incluindo o envio de vídeos em tempo real. Sem uma alternativa própria no início do conflito, tropas russas tentaram recorrer à rede da empresa de Elon Musk, expondo uma dependência que o Kremlin agora tenta reduzir.
Limitações técnicas e dificuldades operacionais
O desempenho do Rassvet ainda fica bastante atrás dos sistemas mais avançados do setor. A primeira geração de equipamentos oferece velocidades de até 1 gigabit por segundo, enquanto a atual geração da Starlink chega a cerca de 100 gigabits por segundo.
O projeto também enfrenta obstáculos para ampliar a cobertura e manter uma conexão contínua. Entre os principais desafios estão:
Escala da constelação: a Rússia tem 31 satélites em órbita e pretende chegar a 292 até 2027;
Órbita abaixo do esperado: no lançamento realizado em julho, os satélites alcançaram entre 300 e 400 quilômetros de altitude;
Infraestrutura em terra: a operação em escala militar também depende da produção de terminais e de estruturas de controle capazes de resistir a ataques.
