O vice-presidente executivo da Aclara Resources, José Augusto Palma, afirmou nesta quinta-feira (8) que a companhia vê a possibilidade de levar ao Brasil a tecnologia de separação e refino de terras raras atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos, abrindo caminho para uma cadeia produtiva mais integrada no país.
A declaração ocorreu durante um evento sobre minerais críticos promovido pelo Instituto Diálogos, em Brasília, no qual o executivo destacou os avanços tecnológicos da mineradora e os desafios para desenvolver uma cadeia industrial capaz de competir com a China.
“O trabalho continua. Continua a pesquisa e demonstração da Aclara para separação eficiente de sete terras raras essenciais, base necessária para posteriormente implementar no Brasil e viabilizar o ciclo completo de separação”, afirmou.
A separação é considerada uma das etapas mais complexas da cadeia de terras raras. Depois da extração e do beneficiamento mineral, os elementos precisam ser individualizados e transformados em óxidos de alta pureza, utilizados posteriormente na fabricação de metais, ligas e ímãs permanentes.
Atualmente, a Aclara desenvolve essa tecnologia em uma planta de demonstração no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. Nesta semana, a companhia anunciou a ampliação dos testes para incluir ítrio, gadolínio e samário, além de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
