A agência russa de vigilância sanitária, Rospotrebnadzor, negou nesta quinta-feira (8) que uma funcionária de laboratório que morreu na Sibéria tenha transmitido a doença a outra pessoa, em meio a preocupações globais sobre um caso suspeito de peste pneumônica.
Segundo a Rospotrebnadzor, a funcionária, que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre peste em Irkutsk, no sudeste da Sibéria, morreu de pneumonia de origem desconhecida. A agência afirmou que testes “extensos” não encontraram evidências de que a doença tenha sido causada por patógenos com os quais ela trabalhava e informou à Organização Mundial da Saúde (OMS) que não houve registro de casos de peste na região de Irkutsk.
Em nota divulgada nesta quinta, a agência classificou como falsas as informações de que uma segunda pessoa teria adoecido após contato com a funcionária. O órgão, porém, não apresentou novas informações sobre as causas da morte nem explicou os motivos das amplas medidas emergenciais adotadas na região.
Na quarta-feira, Maria Van Kerkhove, diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, disse que a entidade ainda não sabe o que causou a morte, em 2 de outubro, que relatos não confirmados na Rússia atribuíram à peste pneumônica - uma forma grave de peste capaz de se espalhar de pessoa para pessoa. Ela pediu que a Rússia fornecesse mais detalhes sobre o caso.
