A Federação PSol/Rede identificou uma possibilidade de superar a cláusula de barreira depois das eleições de 2026. A estratégia envolve uma eventual anulação dos votos do PSD no Espírito Santo, diante de suspeitas de fraude à cota de gênero na formação da chapa para a Câmara dos Deputados.
A federação ficou a 185 votos de alcançar o mínimo de 1,5% dos votos válidos para deputado federal no Estado. Caso a Justiça Eleitoral reconheça irregularidades nas candidaturas femininas do PSD, os votos da legenda poderão ser anulados, o que provocaria uma recontagem e reduziria o total de votos válidos.
Nesse cenário, a participação da Federação PSol/Rede subiria para aproximadamente 1,4999%, percentual que poderia chegar a 1,50% por arredondamento. O reconhecimento do cumprimento da cláusula, contudo, dependeria da Justiça Eleitoral.
Para superar a cláusula de barreira, partidos e federações precisavam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos para deputado federal no país, distribuídos por nove Estados, com um mínimo de 1,5% em cada um deles. A regra também poderia ser cumprida pela eleição de 13 deputados federais em nove unidades da Federação.
Embora tenha recebido quase 5% dos votos nacionais para a Câmara, a Federação PSol/Rede atingiu o percentual mínimo estadual em apenas oito unidades da Federação. Com isso, ficou sem acesso ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita no rádio e na televisão.
