A inteligência artificial (IA) não reduziu a busca humana por falhas de segurança no Brasil, revelou um estudo da BugHunt, plataforma que remunera pesquisadores por relatar vulnerabilidades em sistemas de empresas. O número de hackers ativos cresceu 115% entre setembro de 2025 e mês passado, segundo dados obtidos com exclusividade pelo TecMundo. O resultado refuta a tese de que a automação eliminaria profissionais na área de cibersegurança.
A expansão foi impulsionada pela queda na barreira de entrada. Com o suporte de ferramentas de IA para entender códigos e estruturar relatórios, profissionais iniciantes passaram a atuar de forma prática nos programas de recompensas. No período analisado, novos cadastros na plataforma subiram 44%, e a proporção de estreantes entre os participantes ativos saltou de 64% para 77,8%. A concentração do trabalho também diminuiu e reduziu a fatia de alertas enviados pelos 10% de hackers mais assíduos.
A avaliação da empresa é que a automação encurtou a distância entre o interesse inicial pela área e a entrega de um trabalho técnico válido. A pesquisa identificou que muitos profissionais cadastrados encontravam dificuldades para documentar as descobertas e abandonavam o processo antes de concluir o envio para análise.
Recompensas maiores e explosão de volume
A entrada massiva de novos pesquisadores não reduziu o valor pago pelos relatórios.
