Costuma-se dizer que “alegria de pobre dura pouco”. Contudo, é a alegria de rico que acaba mais rápido em governos autoritários fantasiados de ultraliberais. Eleger presidente com esse perfil é como abrir a galinha dos ovos de ouro e a caixa de Pandora ao mesmo tempo - pouco lucro e um show de horrores. As paredes têm ouvido que, mal espocaram os champanhes na Faria Lima após a virada eleitoral, os gerentes de cassinos financeiros já cobram do seu candidato garantias reais de políticas anarcocapitalistas em janeiro. Ledo engano (outra vez). Governos reacionários não honram promessas de livre mercado. Não são leais sequer às frivolidades econômicas que bancaram sua eleição, menos ainda ao bem-estar do eleitor enganado que saiu de casa para elegê-los. Não tem como dar certo. É como um líder Talibã prometer livre mercado.
O coach fascista Benito Mussolini já mostrava que o ilusionismo liberal serve apenas no começo, para acalmar a parcela do PIB mais afeita a facilidades de ocasião. Em questão de meses revela-se que a tal liberdade de empreender servirá para pouquíssimos, como se pode comprovar hoje nos EUA desde Wall Street até o Vale do Silício. Outro exemplo é a economia russa, derretendo de Moscou a Kiev. Empresário que tem compromisso real de longo prazo com seu negócio (e um pouco de juízo) não deveria acreditar no canto das sereias extremistas. Melhor buscar seu “Eu” no Caminho de Santiago.
