Os agricultores norte-americanos estão tomando mais empréstimos do que nunca para manter suas atividades.
Mas o aumento do crédito não tradicional e do crédito concedido por fornecedores criou algumas lacunas na capacidade atual do governo federal de medir e acompanhar a dívida agrícola, afirmaram autoridades do Departamento de Agricultura dos EUA à Reuters.
A pressão financeira está aumentando em toda a região agrícola, onde os produtores já enfrentam anos de margens apertadas devido à queda nos preços e aos altos custos dos insumos.
Mais recentemente, os agricultores têm enfrentado dificuldades com as perturbações nos mercados de exportação decorrentes das disputas comerciais de Washington com os principais compradores, incluindo a China, enquanto a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã elevou o custo dos fertilizantes e do combustível.
À medida que os pedidos de falência no setor agrícola aumentaram, alguns bancos restringiram o crédito, levando os produtores a buscar financiamento em outras fontes.
A dívida agrícola dos EUA, ajustada pela inflação, mais que dobrou desde 2000, passando de cerca de US$300 bilhões para mais de US$605 bilhões este ano, um recorde, de acordo com as últimas estimativas do USDA, o Departamento de Agricultura dos EUA.
Mas esse número pode subestimar o quanto os agricultores devem, constatou a Reuters.
