Um momento decisivo da vida acadêmica é quando o pesquisador termina o doutorado. Para um número crescente de jovens pesquisadores, a questão é achar um caminho factível depois dele. Nos últimos anos, quem é recém-doutor tem de lidar com opções escassas. De um lado, as vagas permanentes em universidades e institutos de pesquisa não são suficientes para absorver a todos. De outro, ao menos em países como o Brasil, há um relativo desinteresse do setor privado na formação dessas pessoas. Há ainda a chance de fazer um pós-doutorado, caminho que também é temporário, durando apenas alguns anos.
Sobre o estudo
1,3 milhão de publicações científicas analisadas
Publicadas entre 2005 e 2020
Circulação, não fuga
Dos brasileiros com experiência internacional no exterior 68% retornaram para o Brasil
Poucos, mas produtivos
Só 15% dos pesquisadores tiveram experiência internacional, mas eles foram responsáveis por 59% de toda a produção científica analisada
“O pós-doc não é exatamente uma alternativa à carreira acadêmica, mas faz parte dela”, diz Stevens Rehen, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). O neurocientista tem décadas de experiência com projetos que unem os setores público e privado.
