A Câmara Baixa do Parlamento italiano aprovou em definitivo nesta quinta-feira (8) uma reforma eleitoral muito contestada, defendida pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que estabelece as bases para as eleições nacionais previstas para o próximo ano.
Meloni afirma que as novas regras têm como objetivo aumentar a probabilidade de um governo estável. A oposição de centro-esquerda diz que a mudança busca ampliar as chances de a atual coalizão permanecer no poder.
Em votação secreta, os parlamentares aprovaram por 227 votos a 164 um projeto de lei que introduz um sistema eleitoral totalmente proporcional, com um bônus de cadeiras que garante maioria parlamentar a qualquer aliança que obtenha mais de 42% dos votos.
De acordo com as regras anteriores, cerca de dois terços dos legisladores eram eleitos por representação proporcional, enquanto o restante era escolhido em distritos eleitorais pelo sistema majoritário simples, que, segundo analistas, pode ter favorecido a oposição.
“Quem quer que vença deve ser capaz de governar”
“Estamos introduzindo regras destinadas a promover a estabilidade e a coesão parlamentar de qualquer governo”, publicou Meloni no X após a votação. “Quem quer que vença deve ser capaz de governar.”
Quando a reforma foi concebida, seu bloco de direita liderava as pesquisas de opinião, e críticos afirmavam que as mudanças tinham como objetivo garantir a Meloni uma ampla maioria após as eleições.
