A sexta edição do Flitabira, de 29 de outubro a 1º de novembro, em Itabira, vai reunir um grupo excepcional de mulheres negras que ocupam lugares centrais na literatura, no pensamento, na edição de livros e na história da própria cidade.
No centro dessa história estão Conceição Evaristo, Leda Maria Martins e Maria Mazzarello, as três personalidades homenageadas pelo festival. Elas estarão juntas, no sábado, 31 de outubro, na mesa “Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos”.
São três trajetórias que ajudam a contar mudanças profundas ocorridas na cultura brasileira nas últimas décadas.
Conceição Evaristo fez da “escrevivência” uma das ideias mais importantes da literatura brasileira contemporânea.
Leda Maria Martins construiu uma obra fundamental sobre cultura negra, oralidade, ancestralidade e as formas pelas quais o conhecimento atravessa os corpos e o tempo.
Maria Mazzarello, fundadora da Mazza Edições, abriu espaço no mercado editorial para escritores negros quando publicar esses autores ainda era enfrentar uma estrutura fortemente excludente.
Mas as primeiras rainhas desta história são de Itabira.
O Flitabira escolheu como patronas Dona Tita e Dona Rosinha, duas mulheres do Quilombo Morro Santo Antônio que se tornaram referências da cultura negra itabirana.
Dona Rosinha transformou parte dessa experiência em livro: Memórias do meu Quilombo, com prefácio de Conceição Evaristo.
