Estudos recentes associam o uso de agonistas GLP-1 (as chamadas “canetas emagrecedoras”) a menor recorrência e maior sobrevida em alguns pacientes com câncer, mas os dados ainda são observacionais e não permitem afirmar uma relação de causa e efeito.
Os agonistas GLP-1, desenvolvidos para o tratamento do diabetes e atualmente também utilizados para obesidade, estão chamando a atenção da oncologia. Estudos recentes revelaram que esses medicamentos poderiam estar associados a menor ocorrência de alguns cânceres ou a melhores desfechos em pacientes oncológicos.
Por que a obesidade interessa à oncologia?
O tecido adiposo é biologicamente ativo, especialmente a gordura visceral, capaz de causar maior atividade do IGF-1 e produção de estrogênios, alteração de adipocinas e inflamação crônica de baixo grau.
Esses mecanismos favorecem proliferação celular, reduzem apoptose, modificam a resposta imunológica e criam um ambiente favorável ao desenvolvimento e progressão de tumores. Isto explica por que o excesso de gordura corporal está associado ao câncer de endométrio, mama, cólon, reto, fígado, rim, pâncreas, esôfago e outros.
Resultados apresentados no Congresso da American Society of Clinical Oncology 2026 (ASCO)
Uma análise retrospectiva de pacientes com câncer colorretal comparou indivíduos que utilizaram agonistas GLP-1 após o diagnóstico do tumor com pacientes que não utilizaram.
