Protestos foram realizados após a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cuja expulsão de casa no mês passado desencadeou manifestações em massa por moradia na Espanha
Manifestantes em Madri lamentaram nesta quinta-feira (8) a morte de Maricarmen Abascal, uma espanhola de 87 anos cuja dramática expulsão de casa no mês passado desencadeou protestos em massa por moradia que levaram à convocação de uma eleição antecipada.
Manifestantes montaram um memorial em homenagem a Abascal, com flores, velas e cartazes, junto ao acampamento instalado na praça Puerta del Sol, no centro da cidade.
Ativistas pelo direito à moradia lembraram Abascal como o ponto de virada que desencadeou protestos em toda a Espanha para exigir medidas políticas que impeçam despejos e amenizem a crise habitacional.
O sindicato de inquilinos de Madri anunciou na quarta-feira (7) a morte de Abascal, o que levou milhares de pessoas a protestarem.
Abascal estava internada por ansiedade severa e exaustão desde sua expulsão, em 23 de setembro, quando policiais e assistentes sociais a retiraram de casa em uma maca.
O caso dela provocou protestos contra uma crise habitacional crescente, marcada pela escassez de imóveis e pelo aumento dos aluguéis.
Após a notícia da morte de Abascal na quarta-feira (7), milhares de pessoas marcharam da Puerta del Sol em direção ao Parlamento, gritando: “Isso não é uma morte. É um assassinato!”.
A causa da morte não foi divulgada.
