As urnas da votação do primeiro turno das eleições presidenciais foram abertas e apuradas. Flávio venceu por uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. Agora saem de cena os outros candidatos e ficam apenas os dois primeiros colocados. É uma nova eleição, com outra campanha e diferentes acertos de rumo.
Essa diferença de pouco menos de 2 pontos percentuais a favor de Flávio é importante para as suas pretensões, mas não lhe garante certeza de vitória. Historicamente, quem chega na frente no primeiro turno acaba vencendo as eleições. A experiência, todavia, mostra que, de vez em quando, as regras podem ser quebradas. Por isso, provavelmente, Flávio está botando as barbas de molho.
A vantagem de começar na frente
O candidato do PL (Partido Liberal) entra no segundo turno com a vantagem que conquistou no final do primeiro. Terminar uma campanha e começar outra na dianteira é um bom sinal político. A adesão dos outros partidos tem sido massiva a seu favor. Mais um alívio para tentar chegar ao Palácio do Planalto.
A decisão dos eleitores, entretanto, não se sustenta apenas nessas variáveis. Há outras que precisam ser consideradas para um e outro lado. Vai depender muito, por exemplo, dos escândalos em andamento. O caso do Banco Master e a roubalheira contra aposentados do INSS continuam a assombrar. Seus desdobramentos podem influenciar principalmente aqueles que não votaram ou que votaram em outros candidatos e agora estão em dúvida.
