Mais de 3,5 mil profissionais do setor de apostas já foram demitidos no Brasil desde a edição da Medida Provisória 1.394, que proibiu a operação das bets legalizadas. Levantamento parcial da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), divulgado nesta quarta-feira (7), indica que o corte representa cerca de 23% da força de trabalho das empresas consultadas e pode chegar a 5,6 mil desligamentos em 90 dias.
Os dados foram compilados pela entidade a partir de informações fornecidas pelas próprias operadoras. Além das demissões já efetivadas, 4.167 funcionários estão em férias coletivas. Se a projeção se confirmar, o percentual de postos eliminados no período subiria para 37% do contingente mapeado.
O volume de cortes já registrados supera o de um ajuste recente anunciado pela maior plataforma de mobilidade urbana do mundo, que desligou 3,3 mil pessoas no mês passado. A ANJL não detalhou, no levantamento parcial, a distribuição dos desligamentos por porte de empresa nem o peso de cada estado no total.
A medida provisória interrompeu a atividade de plataformas que operavam com autorização federal. Representantes do setor afirmam que a mudança ocorreu sem período de transição e atingiu empresas que haviam contratado com base na regulamentação anterior. O governo, por sua vez, tem defendido a restrição como forma de conter efeitos sociais associados às apostas.
