Após a Justiça de Goiás determinar a soltura do sargento Hebert Póvoa (imagem em destaque), em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) voltou atrás na decisão e restabeleceu a prisão preventiva do policial militar. Segundo as investigações, Póvoa e a esposa, a advogada Tatiane Meireles, comandavam um grupo suspeito de torturar e agredir vítimas com cassetetes e tacos de beisebol.O militar, que é de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, está foragido.
A soltura havia sido determinada após a defesa do sargento conseguir um habeas corpus. O alvará de soltura foi expedido em 11 de agosto. No dia seguinte, porém, o desembargador Itaney Francisco Campos pediu vista do processo para o “reexame do caso concreto”. Com isso, a liberação do policial ficou condicionada à conclusão da análise e à publicação do acórdão.
Agora, em decisão publicada nessa quarta-feira (7/10), o TJGO acolheu os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público de Goiás e negou o habeas corpus concedido anteriormente. Com a decisão, a prisão preventiva de Hebert Póvoa foi restabelecida, com fundamento na garantia da ordem pública.
“Em consequência, nego o habeas corpus e restabeleço a prisão preventiva de Herbert Francisco Póvoa”, diz trecho da decisão. O tribunal também determinou a expedição de um novo mandado de prisão e a comunicação urgente à Justiça responsável pelo processo.
