Belo Horizonte, O pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha foram condenados a pagar R$ 150 mil por danos morais coletivos após uma pregação em que o religioso afirmou ter beijado a própria filha na boca quando ela tinha 11 anos.
A decisão, assinada nessa segunda-feira (5/10) pela juíza Miriam Vaz Chagas, da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte, também determina que o pastor faça um novo sermão para se retratar das declarações. A igreja deverá gravar e divulgar a pregação em suas plataformas digitais.
O caso chegou à Justiça após uma ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que considerou o discurso discriminatório de gênero e de incitação à violência sexual contra meninas e mulheres. A defesa do pastor contesta a condenação e anunciou que vai recorrer.
O que o pastor Lucinho disse sobre a filha?
Por que o Ministério Público entrou na Justiça?
O que a Justiça decidiu?
Por que a Igreja Batista da Lagoinha também foi condenada?
Como deverá ser feita a retratação?
O que dizem o pastor e a igreja?
O que acontece agora?
Durante um evento religioso realizado em abril de 2024, voltado à educação de filhos e acompanhado por mais de mil homens, o pastor afirmou que havia beijado a própria filha na boca quando ela tinha 11 anos.
Segundo o relato feito durante a pregação, a menina estava distraída quando ele a beijou.
