O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa o 2º turno das eleições presidenciais, sinalizou que, se eleito, vai incluir o Brasil no Escudo das Américas, coalizão criada pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano) para combater o narcotráfico e o crime organizado no hemisfério.
As declarações do candidato foram feitas durante conversa com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria, direita), transmitida nos canais da campanha e de Eduardo Bolsonaro (PL) no YouTube.
“Vou, com muita vontade e com muita honra, querer fazer parte do Escudo das Américas para cooperar com a Colômbia e com todos os demais países que se unirem para combater essas facções narcoterroristas”, disse Flávio.
“[os narcotraficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque eu vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para esse intercâmbio de informações”, disse o candidato do PL a Espriella.
Em setembro, os 15 países que integram o Escudo das Américas anunciaram ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelo grupo como “narcoterroristas transnacionais”, entre elas as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).
Na avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a declaração do Escudo das Américas extrapolou o combate ao crime organizado e abriu brecha para ampliar a influência norte-americana na América Latina.
