Uma célula virtual de cerca de 80 integrantes batizados operava no centro do poder nacional não apenas como um canal de mensagens, mas como o próprio cérebro, tribunal executivo e núcleo de inteligência do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Distrito Federal.
Denominado “Faculdade Brasília”, o grupo clandestino é o foco principal da Operação Jubilados, deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) da Polícia Civil do DF (PCDF).
A partir dessa rede digital, a cúpula da facção mantinha um controle minucioso sobre ações nas ruas e no sistema prisional, articulando o suprimento de armas e munições, a expansão de pontos de venda de drogas, as chamadas “lojas”, a gestão de rifas e mensalidades, além de acolher um setor de contrainteligência encarregado de mapear viaturas policiais e confeccionar dossiês com fotos e endereços de rivais marcados para morrer.
Mapeamento de hierarquia
Essa engrenagem digital foi descortinada como desdobramento direto da Operação Mosaico, deflagrada em dezembro de 2025. A análise pericial minuciosa dos materiais apreendidos naquela primeira fase permitiu aos investigadores de inteligência mapear a nova hierarquia do grupo e expor o funcionamento da “Faculdade Brasília” e do canal aliado “Juntos Somos Mais Fortes DF”.
