Fernando Diniz morreu abraçado às próprias convicções no Corinthians. Demitido após a derrota para o Internacional, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, o treinador deixa o clube depois de uma sequência de sete derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.
Mais do que os resultados, porém, chama a atenção a maneira como o técnico insistiu em escolhas que já não funcionavam, mesmo diante dos sinais de que seu trabalho estava em declínio.
Desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo, Diniz não conseguiu encontrar soluções para os problemas do Corinthians. O time sofreu uma queda de rendimento, acumulou atuações ruins e viu a zona de rebaixamento se aproximar perigosamente.
Em entrevistas coletivas, o treinador reconheceu diversas vezes as dificuldades da equipe, mas, na prática, pouco fez para mudar o cenário. Ou melhor: até tentou mudanças, mas sem abrir mão de suas principais convicções.
O maior exemplo disso é Rodrigo Garro. O argentino atravessa uma fase ruim há bastante tempo, com atuações discretas e pouca contribuição ofensiva. Ainda assim, permaneceu como peça praticamente intocável no esquema de Diniz.
Mesmo quando o rendimento do meia pedia uma passagem pelo banco de reservas, o treinador preferiu insistir em sua titularidade, independentemente da função desempenhada.
A partida contra o Internacional foi o retrato dessa insistência.
