A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) corre para reforçar sua atuação nas redes sociais no 2º turno, com vídeos mais diretos, mobilização de influenciadores, congressistas com grande audiência digital e canais de WhatsApp.
O movimento busca enfrentar um desafio imposto pela própria dinâmica da campanha digital: uma regra do Tribunal Superior Eleitoral determina que os perfis oficiais informados à Justiça Eleitoral e os conteúdos publicados por eles sejam excluídos dos sistemas de recomendação das plataformas, salvo nos casos de impulsionamento pago.
Isso reduz a capacidade das contas oficiais de alcançar organicamente usuários que ainda não acompanham o candidato e aumenta a importância de influenciadores, aliados e outros perfis capazes de fazer a mensagem circular para além da base já formada.
A norma vale também para Flávio Bolsonaro (PL) e para as demais candidaturas que informaram seus perfis à Justiça Eleitoral.
Para Lula, a limitação ganha peso justamente quando sua campanha tenta ampliar a presença digital depois do 1º turno. Flávio recebeu 56.104.268 votos, ou 47,03% dos válidos, enquanto Lula teve 53.876.617, ou 45,16%. O 2º turno será realizado em 25 de outubro.
Na 4ª feira (7.out.2026), Lula publicou um vídeo no estilo selfie, gravado diretamente pelo celular, ao convocar apoiadores para as ruas. O formato faz parte de uma tentativa de adotar uma comunicação mais direta nas redes no início do 2º turno.
