Enquanto grandes operações de fusões e aquisições movimentam bilhões de dólares na mineração brasileira, uma segunda onda de capital avança em um estágio anterior da cadeia: o financiamento de empresas que ainda estão desenvolvendo seus projetos minerais.
Juniors e companhias com projetos no Brasil levantaram mais de US$ 600 milhões em bolsas e aportes de investidores estratégicos desde julho de 2025, segundo levantamento da Alvarez & Marsal (A&M). Ouro e terras raras aparecem entre os segmentos que mais atraíram recursos.
O dinheiro financia justamente uma das etapas mais arriscadas da mineração, que é descobrir se uma ocorrência mineral pode, de fato, se transformar em mina.
Empresas de exploração precisam gastar milhões de dólares em sondagens, estudos geológicos, testes metalúrgicos e avaliações econômicas antes de começar a produzir.
Como ainda não possuem receita operacional para bancar esses trabalhos, dependem em grande parte da entrada recorrente de capital dos investidores.
É daí que vem o modelo tradicional das chamadas juniors. Captar recursos, perfurar, aumentar e comprovar o recurso mineral, reduzir os riscos técnicos do projeto e avançá-lo até um estágio em que possa ser desenvolvido, receber um parceiro estratégico ou eventualmente ser vendido.
No Brasil, porém, boa parte desse dinheiro ainda vem de fora.
A Amapá Minerals levantou C$ 140 milhões em sua abertura de capital na Bolsa de Toronto em agosto.
