Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 de Samambaia Sul enfrentam um cenário de precarização estrutural e tensões administrativas. A unidade, que opera no modelo cívico-militar, acumula queixas que vão desde a falta de infraestrutura básica e prejuízos ao atendimento de estudantes com deficiência até denúncias de assédio moral e xenofobia.
A rotina escolar é marcada por improvisos e riscos à integridade física. As salas de aula não possuem ventilação adequada, algumas sequer contam com ventiladores, e quadros antigos estão com parafusos e pontas metálicas que já provocaram ferimentos em estudantes, segundo a comunidade. Nos banheiros, as condições de higiene e uso são precárias, havendo instalações interditadas.
Em outra ocasião, segundo relatos colhidos pela coluna, os alunos tiveram de comer a merenda escolar com as mãos devido à falta de talheres na unidade.
A ausência de cobertura na quadra poliesportiva é outro problema críticoenfrentado pelos estudantes. Expostos ao sol e às altas temperaturas registradas na capital, os jovens realizam as aulas de educação física em condições insalubres. Por conta do calor extremo e da ausência de proteção solar, a direção cancelou o torneio interclasse previsto para ocorrer no fim de setembro.
“A escola está desabando”
O Metrópoles ouviu, em condição de anonimato, uma docente do CEF 507 de Samambaia. Ela diz que já pediu melhorias à direção da instituição, mas que nunca foi atendida.
