As fusões e aquisições envolvendo ativos de mineração no Brasil somam US$ 8,2 bilhões desde janeiro de 2025, em um movimento impulsionado pela disputa global por minerais críticos e pela revisão de portfólio de grandes mineradoras.
Levantamento da Alvarez & Marsal (A&M) identificou 13 transações com valores divulgados entre janeiro de 2025 e 2 de outubro deste ano, além de mais de uma dezena de operações menores ou sem cifras públicas. Apenas em 2026, foram anunciados US$ 5,9 bilhões em negócios, 2,6 vezes os US$ 2,3 bilhões registrados em todo o ano passado.
Das 13 operações, oito, que somam US$ 4,6 bilhões, já foram concluídas. Outras cinco, avaliadas em US$ 3,6 bilhões, ainda dependem de fechamento ou aprovações.
Para Rafael Marchi, Managing Director da A&M, a aceleração dos negócios ocorre em um momento em que a importância estratégica dos recursos minerais passou a influenciar diretamente a movimentação de capital.
“Toda a discussão geopolítica e estratégica está sendo transformada em números. Há uma procura pelo Brasil num timing muito bom”, afirmou à CNN.
O principal exemplo está nas terras raras. Apenas duas transações envolvendo o grupo de elementos, a compra da Serra Verde pela americana USA Rare Earth e o acordo da australiana Lynas para adquirir a Meteoric Resources, representam 42% de todo o valor levantado pela A&M.
