Post do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China sobre o Brasil
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"A China tem olhado para a América Latina com muita cautela, buscando observar onde o seu investimento é bem-vindo, onde as suas relações comerciais são bem-vindas e onde não são."
A análise é da especialista em China Larissa Wachholz, que foi assessora especial do Ministério da Agricultura entre 2019 e 2021. A especialista participou de um evento no Insper, em São Paulo, sobre o futuro da segurança alimentar no país e os impactos para o agronegócio brasileiro.
Questionada pelo g1, ela analisou como Pequim vê o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A cautela chinesa está ligada à possibilidade de o Brasil e outros países da América Latina se alinharem mais aos Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump. Ela afirma que essa preocupação começou no primeiro mandato do republicano e se intensificou no segundo.
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"Os Estados Unidos têm deixado cada vez mais claro em seus documentos internos que eles veem a América Latina como uma região de influência norte-americana", disse ela.
"Eles [os chineses] não querem se estabelecer em locais de confronto porque isso impõe um risco muito grande.
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