A inspeção rigorosa imposta aos milhares de passageiros e bagagens que passam pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, todos os dias, não tem sido o suficiente para impedir o tráfico transnacional de drogas, especialmente a cocaína. Quadrilhas especializadas encontraram em funcionários com acesso à área restrita uma alternativa para o escoamento de entorpecentes para fora do país.
Funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços para o Aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, se tornaram peças fundamentais para esses grupos criminosos, como mostrou uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nessa quarta-feira (7/10).
Como funcionários atuam no tráfico internacional de cocaína
Aproveitando do acesso exclusivo às áreas restritas do aeroporto, os trabalhadores adotam diferentes estratégias para inserir bagagens recheadas com cocaína em voos comerciais, após serem cooptados por quadrilhas focadas no tráfico internacional.
“Pode ser desde um corte na cerca perimetral, com um funcionário indo buscar essa droga para trazer para a aeronave, ou pode ocorrer uma troca de etiqueta. Também pode ser por meio de um canal de inspeção que esse funcionário consiga burlar, por exemplo, por meio do uso de latas de lixo, que são inspecionadas visualmente”, explicou o delegado Julio Cesar Baida Filho, chefe da delegacia da PF no Aeroporto de Guarulhos.
