O terceiro aniversário do ataque do Hamas a Israel, ocorrido em 7 de outubro de 2023, reacende o debate político no país e coloca em xeque a postura do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nos dias que antecederam a tragédia. Em entrevista ao WW, Danny Zahreddine, professor de Relações Internacionais da PUC Minas, analisou o impacto do episódio no cenário eleitoral israelense.
Um ataque sem precedentes na história recente de Israel
Zahreddine traçou um paralelo entre o ataque do Hamas e a última grande guerra aberta da qual Israel participou. “Na guerra do Yom Kippur, em 1973, morreram aproximadamente 2.600 soldados israelenses, praticamente nenhum civil”, afirmou.
Já nos ataques de 7 de outubro, o número total de mortos chegou a aproximadamente 1.260, sendo cerca de 850 civis, vítimas de um ataque que durou, segundo o especialista, entre meio dia e um dia inteiro. “Em comparação com uma guerra que durou três semanas e meia, nós tivemos quase que a metade de mortes”, destacou.
De acordo com Danny Zahreddine, reportagens publicadas em jornais estrangeiros apontam que Netanyahu teria recebido informações de inteligência, inclusive do líder dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, e da inteligência egípcia, indicando que algo poderia acontecer cerca de dez dias antes do ataque.
