Nas eleições do último domingo (4/10), candidatos por São Paulo emplacaram o sobrenome Bolsonaro. Alguns integram a família do ex-presidenteJair Bolsonaro (PL) e de Flávio Bolsonaro (PL), atual candidato à Presidência da República. Outros são “parentes fictícios”, e esses inclusive saíram mais vitoriosos.
No total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seis candidatos que o usam o sobrenome Bolsonaro estavam na disputa pelas vagas de deputado federal e estadual no estado. Desse número, dois foram eleitos, sendo um deles de sangue.
Renato Bolsonaro (PL), de 62 anos, é irmão mais novo de Jair Bolsonaro e tio de Flávio Bolsonaro. Renato foi eleito deputado federal por São Paulo neste ano com mais de 370 mil votos.
A segunda e última vitória do sobrenome em São Paulo foi de Fabiana Bolsonaro (PL), de 33 anos, eleita deputada estadual com mais de 60 mil votos. Apesar do sobrenome utilizado pela candidata, ela não tem qualquer parentesco com o ex-presidente.
Em agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou a pedir o indeferimento do registro de nome de urna de Fabiana, por ele ser “capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata”. O uso do sobrenome de um ex-presidente da República também poderia provocar migração de votos e causar desequilíbrio no pleito, segundo o órgão.
A lista dos derrotados reúne familiares e impostores: Renata Bolsonaro (Agir), de 50 anos, não conseguiu se eleger como deputada federal por São Paulo, atingindo 257 votos.
