Especialmente em relações de “ficantes” e ex-parceiros, não é difícil encontrar quem se queixe de ainda manter contato sexual com uma pessoa que deveria, na verdade, se afastar completamente. Mesmo diante de brigas e incompatibilidades emocionais, muita gente acha difícil desapegar do outro porque é o sexo é bom, e cheio de adrenalina, diga-se de passagem.
Ao Metrópoles, a sexóloga Stephanie Seitz explica que nem toda recaída é sobre amor, sendo, muitas vezes, motivada por ego e conforto com o que já é conhecido.
“Às vezes você sente falta de ser desejada por aquela pessoa. De receber a mensagem. De perceber que ela ainda te quer. Da adrenalina daquela relação. Da química sexual. Ou até daquela sensação de ‘eu ainda tenho algum poder aqui’. Além disso, você já sabe como aquela pessoa beija, toca e transa. Conhecer alguém novo exige começar do zero, voltar para alguém conhecido exige só uma mensagem”, detalha.
Os sentimentos vão além da cama
Embora, no momento do sexo, possa desencadear sentimentos e até hormônios que geram sensações positivas, o comportamento não é nada benéfico a longo prazo. Segundo a especialista, a relação sexual acaba prolongando o vínculo emocional, já que alimenta a parte do relacionamento que ainda não foi superada.
Na maioria dos casos, as pessoas que mantêm esse tipo de relação não querem, necessariamente, reatar.
“Às vezes você quer aquela sensação, aquela intimidade, aquela química.
