São Paulo - Logo depois do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na eleição em São Paulo, no último domingo (4/10), o governador disse à imprensa que viajaria à Brasília para encontrar Flávio Bolsonaro (PL) e auxiliar na estratégia para a campanha do senador no segundo turno.
“Onde for necessário o nosso apoio, o nosso suporte, eu estarei presente. Aqui em São Paulo e fora do estado”, afirmou Tarcísio. Um dia depois, o governador reeleito voou para Brasília e se reuniu com o presidenciável. Na terça-feira (7/10), os dois foram juntos para Goiânia, onde o candidato derrotado Ronaldo Caiado (PSD) anunciou seu apoio à Flávio.
Brasília e Goiânia foram as primeiras cidades de uma lista de ao menos oito municípios fora de São Paulo que Tarcísio considera visitar nesta campanha, como mostrou o colunista do Metrópoles Vinícius Passarelli. O objetivo é mostrar o apoio do governador ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e costurar alianças favoráveis para o presidenciável.
A sequência de viagens fora de São Paulo, no entanto, abre espaço para uma dúvida: um governador pode deixar o estado que comanda para fazer campanha política?
A Constituição do Estado de São Paulo determina que o governador e seu vice precisam de uma licença da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) se forem se ausentar do estado por um período superior a 15 dias,
sob pena de perda do cargo.
