A Justiça de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar. A decisão foi assinada nesta 4ª feira (7.out.2026) pela juíza Larissa Gaspar Tunala, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
O plano reestrutura R$ 4,568 bilhões em créditos quirografários. O grupo informou ter obtido a adesão de credores que detêm 57,49% das dívidas, fatia superior ao limite mínimo exigido pela legislação. Leia a íntegra (PDF - 329 kB).
Com a decisão judicial, as dívidas originais são extintas e substituídas pelas novas condições do plano. Os credores poderão escolher uma entre 3 opções de pagamento. O acordo abrange débitos não ligados a operações correntes de fornecimento de mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis.
O GPA informou que dará início às etapas de implementação do acordo. O processo inclui a captação de R$ 200 milhões em “novos recursos”. A empresa declarou que mantém as operações normais e está em dia com fornecedores, clientes e parceiros comercialmente ativos, grupos que não fazem parte da recuperação.
DECISÃO
Segundo informações do Estadão, todas as impugnações apresentadas contra o processo foram rejeitadas. A Justiça manteve sujeitos à recuperação extrajudicial os créditos do Grupo Casas Bahia, Cone, Transportadora Sanzaneze, Sanzitrans e Logged Rio, nos valores incluídos pelo GPA no processo.
